Equilíbrios precários provocam tensões que nos movem. Em alguns momentos de nossa vida como atores, sentimos a necessidade de reencontrar um leve desequilíbrio para desestabilizar antigas crenças e crescer. Refletir sobre A Arte de Ter Razão e suas implicações no trabalho do ator tem este intuito.
Todos os profissionais envolvidos neste projeto têm, em algum momento, um ponto de convergência muito singular com minha trajetória no teatro. Todos têm como característica a capacidade de entrega no convívio intenso que é o processo de criação no teatro. A cada um o meu Muito Obrigada. Foi de nossos embates que surgiu cada célula desta peça. Agradeço também à Funarte pelo Prêmio Myriam Muniz, que possibilitou a realização deste trabalho, e à UniverCidade, pela parceria.
A Arte de Ter Razão, livro que chamou minha atenção há alguns anos, tem me lembrado o meu professor Pelos Katsélis, que, em suas aulas, dizia: "A verdade caminha", e a minha avó Stavroula, que me contava a história de Diógenes, que, com sua lanterna, vivia à procura da verdade. Abrir mão da verdade para ter razão, perceber que a delícia do embate está em continuar na disputa, ter coragem de viver sem pudor as fraquezas da condição humana e ter fé no jogo teatral... tem sido assim a montanha russa na construção deste trabalho.